06/09/2017

O olhar do RH sobre a gestão da saúde

por Redação

Custos com planos de saúde, absenteísmo, presenteísmo e baixa produtividade são alguns exemplos de como a saúde dos colaboradores impacta diretamente nas organizações. Para debater essas e outras questões relevantes para os profissionais de RH, a ABRH-RJ promoverá, no auditório da FIRJAN, nos dias 11 e 12 de setembro, o I Fórum de Saúde.

O primeiro dia será encerrado pela especialista em desenvolvimento de líderes e sócia-diretora da Be Coaching Brasil, Marie Bendelac, enquanto que a geriatra Carla Frohmuller fechará o evento. O Fórum ainda terá a participação internacional da fundadora e CEO da Wellcoaches Corporation, Margaret Moore. Também está confirmada a CEO do Grupo Inédita - Soluções em Neurociência e professora da Faculdade da Santa Casa de São Paulo, Carla Tieppo.

Marie avalia que o ambiente de trabalho é um fator imprescindível na hora de discutir saúde nas empresas, pois estudos apontam que a situação que mais costuma afetar a saúde dos profissionais é o estresse. Esse, normalmente provocado pela falta de habilidade no relacionamento interpessoal dos gestores, bem como pela dificuldade das pessoas em lidar com a pressão de manter alta performance. “Mas existem ferramentas, como as técnicas de comunicação empática e a Comunicação Não-Violenta (CNV), que têm efeitos comprovados na harmonização dos ambientes corporativos”, destaca.

Também é necessário que as organizações estejam atentas ao envelhecimento da população. Aliada à Reforma da Previdência, que está em discussão na Câmara, o crescimento da longevidade deve aumentar a presença dos idosos no mercado de trabalho, o que traz para o debate questões como a incidência de doenças crônicas. “Precisamos aprender a envelhecer e as empresas devem ajudar na educação das pessoas. Passamos boa parte do dia no trabalho, então as organizações têm a oportunidade de desenvolver ações que ajudem a mudar os hábitos dos funcionários”, pondera Carla.

Para reforçar a avaliação da geriatra, Marie cita uma pesquisa de Harvard que aponta que 85% das pessoas não conseguem fazer sozinhas mudanças em seu estilo de vida. “E isso acontece mesmo quando se trata de questão de vida ou morte e apesar de saberem o que devem fazer, orientados por profissionais de saúde”.

Entretanto a sócia-diretora da Be Coaching Brasil observa que a conscientização deve partir de cima para baixo, ou seja, com o exemplo de CEOs, executivos e gestores. “Se um colaborador vê o líder aberto à mudança de hábitos e disposto a cuidar da própria saúde, as chances de ser influenciado positivamente são muito maiores”, afirma.